O balão da João
"Agora eu penso nele e vejo um pequeno arco-íris. Um arco-íris de bolso."
Segunda-feira, 28 de Novembro de 2011
Domingo, 6 de Novembro de 2011
Às vezes
Quinta-feira, 6 de Outubro de 2011
Sábado, 13 de Agosto de 2011
Oh.
Terça-feira, 9 de Agosto de 2011
Stardust
You know when I said I knew little about love? That wasn't true. I know a lot about love. I've seen it, centuries and centuries of it, and it was the only thing that made watching your world bearable. All those wars. Pain, lies, hate... It made me want to turn away and never look down again. But when I see the way that mankind loves... You could search to the furthest reaches of the universe and never find anything more beautiful. So yes, I know that love is unconditional. But I also know that it can be unpredictable, unexpected, uncontrollable, unbearable and strangely easy to mistake for loathing, and... What I'm trying to say, Tristan is... I think I love you. Is this love, Tristan? I never imagined I'd know it for myself. My heart... It feels like my chest can barely contain it. Like it's trying to escape because it doesn't belong to me any more. It belongs to you. And if you wanted it, I'd wish for nothing in exchange - no gifts. No goods. No demonstrations of devotion. Nothing but knowing you loved me too. Just your heart, in exchange for mine.Segunda-feira, 8 de Agosto de 2011
A cadeira do bosque - parte II
O Guilherme esperava-me à entrada com o seu chapéu à Indiana Jones na mão direita. Saí de casa, fechei a porta atrás de mim e começámos a caminhar em direcção ao bosque. Ao passar pela janela da cozinha, ouvi a minha mãe dizer:
- Dez minutos! Depois temos que ir embora!
Maria Ana juntou-se a nós a meio do caminho. Tinha voltado atrás para ir buscar o nosso mapa do bosque – o mapa que tínhamos vindo a construir ao longo dos anos, com muitas emendas por cima do papel gasto e sujo. Sempre achei que os mapas (de lugares, de tempo e, sobretudo, de vidas) soam melhor lado a lado com as nossas percepções.
Penetrámos levemente no bosque iluminado pelos raios de Sol sonolentos de fim de tarde. O Guilherme sugeriu que passeássemos os olhos pela derradeira vez por todos os cantinhos que marcaram as nossas gargalhadas de crianças... E por fim, esgotando-se o tempo que tínhamos para brincar, sugeri que jogássemos às escondidas.
- Pedra, papel, tesoura!
Enquanto Maria Ana contava lentamente até cinquenta, eu e o Guilherme corremos em volta à procura de um esconderijo. Passei por um enorme raio de Sol cor-de-laranja, corri para a minha sombra e avancei pelo arvoredo até um lugar mais remoto, que já não fazia parte do nosso mapa. Com os olhos postos na direcção de Maria Ana, caminhei de costas para trás. De repente, sem dar por isso, bati contra qualquer coisa. Quando me virei, vi uma cadeira de braços, funda e larga, encostada ao tronco de um enorme choupo. Escondia uma estranha sensação de alento e de serenidade. Nunca a tínhamos visto. Sentei-me ao mesmo tempo que dizia “Arrebenta a bolha!” num tom quase inaudível. Olhei à minha volta e dei conta que os meus olhos se abriam um pouco mais. No tronco do choupo vi um enorme buraco convidativo – aproximei-me, lentamente, ao mesmo tempo que ouvia, desatenta, os passos da Maria Ana e do Guilherme num crescendo baixinho. Era mais profundo do que aparentava ser. Um velha e suja folha, dobrada em quatro, deslizou calmamente para a minha mão de criança.
O destino é cada janela que abrimos sonolentos todos os dias de manhã – às vezes vemos chuva e nevoeiro, outras vezes raios de sol que nos ofuscam a sombra – e que, mesmo sem sabermos bem como, nos empurra para a frente na procura do início de um novo dia.
Maria Carolina, 15 de Outubro de 1967
E foi assim que Maria Carolina nos envolveu num abraço de infância. Tenho saudades deles. Desde esse dia que ando sempre com a folha na carteira. Tirei-a de lá, lentamente. Senti uma lágrima solitária a fugir do meu olho direito. Reli a frase, a cadeira, a caneta e os sonhos de Maria Carolina. Nunca soubemos o apelido dela. Mas sei que foi ela que abriu a minha janela de aspirações, receios, desabafos, injustiças, obrigações e respirares fundo. Desde sempre.
E quando tudo me parecia ser árvore e vida, levantei-me, abri a janela e comecei. Era de manhã.
Domingo, 7 de Agosto de 2011
A cadeira do bosque - parte I
As folhas de Outono, caídas pelo chão imenso, murmuravam cracs entre si à medida que passeava os meus sapatos brancos pelo bosque. Lá em cima, um grupo de rolas agitava as asas ao sabor do vento que se estreava no início de Novembro. Apenas alguns raios de Sol espreitavam pela cortina esfarrapada de ramos e folhas que se estendia ao outro lado do pequeno ribeiro. Do nada, um ruído súbito irrompeu de uma das vastíssimas árvores à minha frente. Estaquei. Um pequeno esquilo passou a correr a escassos metros da minha sombra. Respirei, sorri para comigo e continuei a caminhar, lentamente, pelo arvoredo escondido.
Devia fazer, por aquela altura, duas décadas desde que visitara pela última vez aquela clareira. Vinham-me agora à memória imagens aparentemente soltas e carregadas de passado – o meu papagaio colorido preso no pinheiro mais alto; as escondidas atrás das árvores com a Maria Ana e o Guilherme, ao fim da tarde; os passeios de chapéu e mapas improvisados e o desejo de nos tornarmos exploradores quando crescêssemos; as caças ao tesouro organizadas pelo Avô Artur no meu aniversário... Parecia tudo tão distante e, de repente, tão pertinho do meu olhar perdido no bosque.
Foi então que me lembrei. Em estranha sintonia com uma libelinha que voava lentamente na minha direcção, segui um raio de sombra que se projectava a poucos passos. Tinha sido por ali que, num ontem afastado na minha memória incerta, a tínhamos descoberto. Era o nosso último momento de brincadeiras no bosque. Daí a nada eu partiria com a minha família para Tomar, eles para Bragança. Acelerei o passo. Sentia agora o meu coração precipitar-se contra a camisola de lã verde, numa ânsia desenfreada de lá chegar antes do resto de mim. Finalmente cheguei ao velho choupo onde ela continuava encostada: uma cadeira de braços, igual a tantas outras, permanecia imperscrutável na sua madeira escura, que se confundia ligeiramente com o tronco onde descansava. Continuava imperturbável, indiferente aos anos e ao clima, apenas escondendo o seu passado.
Domingo, 13 de Março de 2011
Terça-feira, 21 de Dezembro de 2010
Sábado, 4 de Dezembro de 2010
Love
- Do you like me?
- No.
- Oh.
- I don't like you. I love you.
Segunda-feira, 11 de Outubro de 2010
Green Eyes
Querido M, podia ficar aqui a noite toda, com as estrelas a espreitarem-me pela janela, a falar sobre ti. Sobre os teus green eyes, sobre esse teu olhar tão teu, sobre a tua lista de dislikes, sobre as nossas brincadeiras, sobre aquele gelado e aquele arzinho de mar naquela tarde de sol, sobre a One, sobre o teu sorriso, sobre as tuas poucas horas de sono, sobre aqueles “olás”, sobre cada uma das nossas mensagens, sobre a minha roupa de que daqui a um ano te vais lembrar, sobre Grey, sobre a Safira, sobre os nossos desabafos e sobre nós.
Mas agora vou falar para ti, "deixas"? És tão especial e és tão tu que ao seres tão tu(do) me fazes sorrir no tempo e no mundo sem ele. Obrigada, sim?
Adoro-te.
Sábado, 11 de Setembro de 2010
Terça-feira, 27 de Julho de 2010
Gincana
Domingo, 25 de Julho de 2010
Conseguir
Sexta-feira, 23 de Julho de 2010
Domingo, 11 de Julho de 2010
Pain
Sexta-feira, 2 de Julho de 2010
Quarta-feira, 23 de Junho de 2010
Sexta-feira, 18 de Junho de 2010
Nuvens fechadas
Quinta-feira, 10 de Junho de 2010
Estrelas
Domingo, 6 de Junho de 2010
Hibernação II
Sexta-feira, 22 de Janeiro de 2010
Sexta-feira, 8 de Janeiro de 2010
Palavras deste dia-a-dia
Sábado, 19 de Dezembro de 2009
Diz que é o fim do primeiro semestre.
Quarta-feira, 16 de Setembro de 2009
Sábado, 12 de Setembro de 2009
FMUP

Terça-feira, 8 de Setembro de 2009
TGV
Segunda-feira, 7 de Setembro de 2009
Strawberry Swing
Terça-feira, 1 de Setembro de 2009
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Sábado, 15 de Agosto de 2009
Férias
Terça-feira, 11 de Agosto de 2009
Um arco-íris de bolso
Sábado, 8 de Agosto de 2009
Alice e o Rapaz Ostra (e outras estórias)
A Rapariga com Muitos Olhos
Um dia no jardim
fiquei muito espantado:
encontrei uma miúda
com olhos por todo o lado.
Era de facto encantadora
(e também assustadora!);
e, porque tinha boca para falar,
pusemo-nos a conversar.
Falámos sobre flores
e das suas aulas de poesia,
e dos problemas que teria
se tivesse miopia.
É óptimo namorar
alguém que tanto nos olha,
mas se desata a chorar
apanhamos uma molha.
Tim Burton, A Morte Melancólica do Rapaz Ostra e Outras Estórias