Segunda-feira, 28 de Novembro de 2011

Tu.

Tudo o que quero agora é que seja mentira...

E que continues a ser verdade para mim.

Domingo, 6 de Novembro de 2011

Às vezes

Às vezes dou por mim a pensar se já reparaste que a Lua já se deitou no céu mas que só são cinco da tarde. Gosto de pensar nestes pormenores, não por serem pequenos pormenores mas por serem grandes pormenores. No fundo sei que reparas todos os dias. E assim somos os dois a reparar. Talvez a falta que me fazes se esbata, assim, como uma cor pastel, que não tem nada a ver comigo (e tu, mais do que ninguém, sabes disso). Mas felizmente uma cor pastel não deixa de ser uma cor.

Às vezes dou por mim a odiar-te por seres quem és e por me fazeres sorrir só por saber que àquela hora me vais mandar uma mensagem. Sim, porque eu sei. Às vezes sinto. Às vezes sei de cor as palavras que escreveste, mas nem por isso deixo de musicalizar cada uma delas. Às vezes respondo-te em pontos finais ou em asteriscos, mas Luas todos os nossos céus têm. E às vezes deitam-se cedo. Muito cedo. E eu dou por mim a pensar se hoje reparaste. E ontem. E amanhã.

Às vezes adoro tudo o que há em ti. Mas felizmente os às vezes não deixam de ser sempre.

Quinta-feira, 6 de Outubro de 2011

Molhar os pés


Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo.

Sábado, 13 de Agosto de 2011

Oh.

"E obrigado por continuares a não me deixar tirar a conclusão de que a raça humana é uma espécie extinta no mundo onde eu vivo."

Terça-feira, 9 de Agosto de 2011

Stardust

You know when I said I knew little about love? That wasn't true. I know a lot about love. I've seen it, centuries and centuries of it, and it was the only thing that made watching your world bearable. All those wars. Pain, lies, hate... It made me want to turn away and never look down again. But when I see the way that mankind loves... You could search to the furthest reaches of the universe and never find anything more beautiful. So yes, I know that love is unconditional. But I also know that it can be unpredictable, unexpected, uncontrollable, unbearable and strangely easy to mistake for loathing, and... What I'm trying to say, Tristan is... I think I love you. Is this love, Tristan? I never imagined I'd know it for myself. My heart... It feels like my chest can barely contain it. Like it's trying to escape because it doesn't belong to me any more. It belongs to you. And if you wanted it, I'd wish for nothing in exchange - no gifts. No goods. No demonstrations of devotion. Nothing but knowing you loved me too. Just your heart, in exchange for mine.

Segunda-feira, 8 de Agosto de 2011

A cadeira do bosque - parte II

Tinha acabado de atirar o último livro que restava, resistente, na estante – o Contos, de Miguel Torga – para a caixa de cartão quando bateram à porta lá em baixo. A minha mãe foi abrir e ouvi a voz do Guilherme a perguntar por mim. Dei um último relance ao quarto, agora vazio, e desci as escadas a correr.
O Guilherme esperava-me à entrada com o seu chapéu à Indiana Jones na mão direita. Saí de casa, fechei a porta atrás de mim e começámos a caminhar em direcção ao bosque. Ao passar pela janela da cozinha, ouvi a minha mãe dizer:
- Dez minutos! Depois temos que ir embora!
Maria Ana juntou-se a nós a meio do caminho. Tinha voltado atrás para ir buscar o nosso mapa do bosque – o mapa que tínhamos vindo a construir ao longo dos anos, com muitas emendas por cima do papel gasto e sujo. Sempre achei que os mapas (de lugares, de tempo e, sobretudo, de vidas) soam melhor lado a lado com as nossas percepções.
Penetrámos levemente no bosque iluminado pelos raios de Sol sonolentos de fim de tarde. O Guilherme sugeriu que passeássemos os olhos pela derradeira vez por todos os cantinhos que marcaram as nossas gargalhadas de crianças... E por fim, esgotando-se o tempo que tínhamos para brincar, sugeri que jogássemos às escondidas.
- Pedra, papel, tesoura!
Enquanto Maria Ana contava lentamente até cinquenta, eu e o Guilherme corremos em volta à procura de um esconderijo. Passei por um enorme raio de Sol cor-de-laranja, corri para a minha sombra e avancei pelo arvoredo até um lugar mais remoto, que já não fazia parte do nosso mapa. Com os olhos postos na direcção de Maria Ana, caminhei de costas para trás. De repente, sem dar por isso, bati contra qualquer coisa. Quando me virei, vi uma cadeira de braços, funda e larga, encostada ao tronco de um enorme choupo. Escondia uma estranha sensação de alento e de serenidade. Nunca a tínhamos visto. Sentei-me ao mesmo tempo que dizia “Arrebenta a bolha!” num tom quase inaudível. Olhei à minha volta e dei conta que os meus olhos se abriam um pouco mais. No tronco do choupo vi um enorme buraco convidativo – aproximei-me, lentamente, ao mesmo tempo que ouvia, desatenta, os passos da Maria Ana e do Guilherme num crescendo baixinho. Era mais profundo do que aparentava ser. Um velha e suja folha, dobrada em quatro, deslizou calmamente para a minha mão de criança.


O destino é cada janela que abrimos sonolentos todos os dias de manhã – às vezes vemos chuva e nevoeiro, outras vezes raios de sol que nos ofuscam a sombra – e que, mesmo sem sabermos bem como, nos empurra para a frente na procura do início de um novo dia.

Maria Carolina, 15 de Outubro de 1967


E foi assim que Maria Carolina nos envolveu num abraço de infância. Tenho saudades deles. Desde esse dia que ando sempre com a folha na carteira. Tirei-a de lá, lentamente. Senti uma lágrima solitária a fugir do meu olho direito. Reli a frase, a cadeira, a caneta e os sonhos de Maria Carolina. Nunca soubemos o apelido dela. Mas sei que foi ela que abriu a minha janela de aspirações, receios, desabafos, injustiças, obrigações e respirares fundo. Desde sempre.
E quando tudo me parecia ser árvore e vida, levantei-me, abri a janela e comecei. Era de manhã.

Domingo, 7 de Agosto de 2011

A cadeira do bosque - parte I

As folhas de Outono, caídas pelo chão imenso, murmuravam cracs entre si à medida que passeava os meus sapatos brancos pelo bosque. Lá em cima, um grupo de rolas agitava as asas ao sabor do vento que se estreava no início de Novembro. Apenas alguns raios de Sol espreitavam pela cortina esfarrapada de ramos e folhas que se estendia ao outro lado do pequeno ribeiro. Do nada, um ruído súbito irrompeu de uma das vastíssimas árvores à minha frente. Estaquei. Um pequeno esquilo passou a correr a escassos metros da minha sombra. Respirei, sorri para comigo e continuei a caminhar, lentamente, pelo arvoredo escondido.
Devia fazer, por aquela altura, duas décadas desde que visitara pela última vez aquela clareira. Vinham-me agora à memória imagens aparentemente soltas e carregadas de passado – o meu papagaio colorido preso no pinheiro mais alto; as escondidas atrás das árvores com a Maria Ana e o Guilherme, ao fim da tarde; os passeios de chapéu e mapas improvisados e o desejo de nos tornarmos exploradores quando crescêssemos; as caças ao tesouro organizadas pelo Avô Artur no meu aniversário... Parecia tudo tão distante e, de repente, tão pertinho do meu olhar perdido no bosque.
Foi então que me lembrei. Em estranha sintonia com uma libelinha que voava lentamente na minha direcção, segui um raio de sombra que se projectava a poucos passos. Tinha sido por ali que, num ontem afastado na minha memória incerta, a tínhamos descoberto. Era o nosso último momento de brincadeiras no bosque. Daí a nada eu partiria com a minha família para Tomar, eles para Bragança. Acelerei o passo. Sentia agora o meu coração precipitar-se contra a camisola de lã verde, numa ânsia desenfreada de lá chegar antes do resto de mim. Finalmente cheguei ao velho choupo onde ela continuava encostada: uma cadeira de braços, igual a tantas outras, permanecia imperscrutável na sua madeira escura, que se confundia ligeiramente com o tronco onde descansava. Continuava imperturbável, indiferente aos anos e ao clima, apenas escondendo o seu passado.

Domingo, 13 de Março de 2011

David Fonseca - U Know Who I Am



Quentinho, quentinho, quentinho!...

Terça-feira, 21 de Dezembro de 2010

Hibernação III

It's not going to stop.

Sábado, 4 de Dezembro de 2010

Love

Oh well...
- Do you like me?
- No.
- Oh.
- I don't like you. I love you.

Segunda-feira, 11 de Outubro de 2010

Green Eyes

And it feels so much lighter now I've met you.

Querido M, podia ficar aqui a noite toda, com as estrelas a espreitarem-me pela janela, a falar sobre ti. Sobre os teus green eyes, sobre esse teu olhar tão teu, sobre a tua lista de dislikes, sobre as nossas brincadeiras, sobre aquele gelado e aquele arzinho de mar naquela tarde de sol, sobre a One, sobre o teu sorriso, sobre as tuas poucas horas de sono, sobre aqueles “olás”, sobre cada uma das nossas mensagens, sobre a minha roupa de que daqui a um ano te vais lembrar, sobre Grey, sobre a Safira, sobre os nossos desabafos e sobre nós.
Mas agora vou falar para ti, "deixas"? És tão especial e és tão tu que ao seres tão tu(do) me fazes sorrir no tempo e no mundo sem ele. Obrigada, sim?

Adoro-te.

Sábado, 11 de Setembro de 2010

Mais leve

Jorginho a chamar...
Sim?
MARIA, PASSASTE!!
HÃ?!
Depois de um mês de estudo, de voltas e reviravoltas e de uma maré de força, passei a Anatomia I.
Ainda não estou em mim! Afinal é possível... Venha o 2º ano e tudo o resto!

Terça-feira, 27 de Julho de 2010

Gincana

A primeira coisa de que se fala quando se entra para a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto é das gincanas de Anatomia. À partida pensa-se logo que é realmente assustador. Depois estuda-se e pensa-se que se calhar não é assim tão mau. Depois faz-se a primeira, a Anatomia I, e de facto percebe-se que é arrepiante. Depois pensa-se que foi a primeira e que as próximas correrão melhor. Preparam-se as aulas de Anatomia II com ainda mais afinco e dedicação do que as de Anatomia I e percebe-se que não é tão mau. Pelo menos não temos que ver 56 músculos numa só aula. Depois vêm os exames. 3/4. E falta Anatomia. Estuda-se, estuda-se, estuda-se, até se percebe alguma coisa do assunto... Pelo menos dá para estudar tudo direitinho, e pensa-se que o teórico nem é assim tão mau. O problema é a gincana. Estudar no Teatro Anatómico depois de estudar como estudei deu-me confiança. Depois veio a gincana. Nada de nervos, era suposto correr bem. Depois começa-se a gincana. Começa-se a ver o que não se sabe. Vêm os nervos, foge o que sabemos... E chumbei na gincana. Terceira vez. É frustrante. Começo a pensar se o problema é meu e no que posso fazer para melhorar. Enfim. Amanhã é outro dia. Hei-de conseguir. E Taizé está quase.

Domingo, 25 de Julho de 2010

Conseguir

De repente levantei os olhos para a janela e apercebi-me que já era de noite. Quando me sentei tinha acabado de tomar o pequeno-almoço, mas agora dei conta que já passou mais um dia. As dores de costas insistem em lembrar-mo, mas ainda é tão cedo. Continuo com aquela sensação de que podia ter feito mais, e sempre mais, mas tenho que avançar e nada me pode parar. Não hoje. Não agora. O tesouro é conseguir e eu sempre achei que era possível encontrar o fim do arco-íris. Por isso agora, mais do que nunca, é e será.

Sexta-feira, 23 de Julho de 2010

Terça

Thumbs up for Anatomy!

(Positivismo.)

Domingo, 11 de Julho de 2010

Pain

They take pictures of the mountain climbers at the top of the mountain. They are smiling, ecstatic, triumphant. They don’t take pictures along the way cause who wants to remember the rest of it? We push ourselves because we have to, not because we like it. The relentless climb, the pain and anguish of taking it to the next level – nobody takes pictures of that, nobody wants to remember, we just want to remember the view from the top, the breathtaking moment at the edge of the world. That’s what keeps us climbing and it’s worth the pain, that’s the crazy part. It’s worth anything.
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Grey's Anatomy, S06E17
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Vazio, sim. Força, coragem, ainda mais. Porque sim. Porque é assim.
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[3/4, e está quase.]

Sexta-feira, 2 de Julho de 2010

Certezas 1

Biocel: check!

[1/4]

Quarta-feira, 23 de Junho de 2010

Quantos faltarão?

Gostava de ter a certeza que 4-2=2.

Sexta-feira, 18 de Junho de 2010

Nuvens fechadas

São onze os supliciados. A queima já vai adiantada, os rostos mal se distinguem. Naquele extremo arde um homem a quem falta a mão esquerda. Talvez por ter a barba enegrecida, prodígio cosmético da fuligem, parece mais novo. E uma nuvem fechada está no centro do seu corpo. Então Blimunda disse, Vem. Desprendeu-se a vontade de Baltasar Sete-Sóis, mas não subiu para as estrelas, se à terra pertencia e a Blimunda.
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José Saramago, Memorial do Convento
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Foi o único livro de Saramago que li, mas deixou-me de boca aberta. Surpreendeu-me. Depois apercebi-me que foi um dos livros de que mais gostei de ler. Hoje está na lista dos preferidos.
A vontade de José Saramago também vai ficar aqui sempre na terra enquanto ele próprio regressa às estrelas. Sim. Acredito que vai.

Quinta-feira, 17 de Junho de 2010

IM

Estou chateada.

Quinta-feira, 10 de Junho de 2010

Estrelas

E ao calor de uma fogueira um amigo com a voz mais aquecida lá entoa que a saudade, mais que um crime, é um castigo.
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Avô: é possível que dez anos passem mais rápido do que apenas e só um?
Há quase vinte e quatro horas que tenho vindo a pensar nisto. Talvez porque me tenha apercebido hoje que já passou muito tempo e tu não estiveste aqui ao pé de mim. Acho que ias gostar de me ver ir para o ciclo, ainda mais para o secundário. Acho que ias gostar de ver as minhas fotografias das Galápagos (tenho a certeza que ias comparar tudo à (tua) África) e consigo imaginar dentro de mim o teu entuasiasmo quando eu te dissesse que assisti a uma erupção vulcânica. Acho que ias gostar de saber que já mudei a disposição da mobília do meu quarto umas quatro ou cinco vezes e que pintámos as paredes de verde. Ah, e as da sala de caramelo e cor-de-laranja. Acho que ias gostar de conhecer os meus amigos. Acho que ias gostar de Deolinda e ias pôr os álbuns deles a tocar no carro sempre que eu andasse ao teu lado. Acho que ias dizer que tenho a quem sair quando comecei a usar óculos. Acho que ias gostar de saber quais são os meus autores preferidos e me ias comprar os livros todos deles, até não haver mais. Acho que ias gostar de me ver cozinhar. Acho que ias gostar de me ver entrar em Medicina e seguir alguns passos do bisavô Francisco, o nosso enfermeiro-herói. Acho que ias ver as notícias do Mundial todos os dias e falar do quanto África do Sul está diferente. Acho que te ias rir daquela forma tão tua ao veres que a minha mala é nove décimos de livros e um décimo de roupa. Acho que, para ti, eu ia (e vou, posso?) ser sempre a Maria João, a tua neta mais nova, que contigo ao lado se estava sempre a rir.
Na verdade, cá no fundinho, tenho a certeza que vês isto tudo, que sabes isto tudo, que vives isto tudo. Sim, porque nós nascemos das estrelas, somos feitos de estrelas e regressamos às estrelas. E as estrelas estão ali bem pertinho. Não há nada mais científico. E tu vais ser sempre uma estrela dentro de mim.

Domingo, 6 de Junho de 2010

Hibernação II

Que vergonha. Este balão tem-me fugido das mãos.
Por aqui já se estão em Hibernação II, desta vez não tanto natalícia mas mais calorenta... Mas já com Taizé no pensamento, lá para fins de Julho ou inícios de Agosto!
Ao menos assim até sabe bem ter os livrões à frente!

Sexta-feira, 22 de Janeiro de 2010

Exames...

2+2=4 e 2 estão arrumados para sempre, por isso só faltam 2.

Sexta-feira, 8 de Janeiro de 2010

Palavras deste dia-a-dia

PCNA, RFC, TFIID, TFIIH, TFIIB, TBP, TFIIE, TFIIF, RNA polimerase I, II e III, HP1, SL, BrdU, troponina, tropomiosina, timosina B4, tropomodulina, fimbrina, filamina, actina, miosina I, II e V, dNTP, ddNTP, snRNA, snoRNA, helicase, primossoma, primase, proteossoma, ubiquitina, chaperões, transposões, STR, SINE, LINE, eIF, CF, TATA, Taq DNA polimerase, NaCl, Tris-HCl, cinesina, dineína, queratina, GFAP, vimentina, nebulina, espectrina, anemia esferocítica, epidermólise bulhosa, disforina, anquirina, SSBP, NOR, importina, exportina, RNAi, X-Gal, esfingomielina, fosfatidilinositol, fosfatidiletanolamina, fosfatidilserina, fosfatidilcolina, gelsolina, 80S, 40S, 60S, mRNA, rRNA, tRNA, 5S rRNA, 5.8S rRNA, 18S rRNA, 28S rRNA, heteroduplex, CTD, COOH,
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Isto foi o que me ocorreu para este momento em especial. Fica aquele espaço em branco, depois da vírgula, para continuar mentalmente esta minha linha (lista) de pensamento infindável. A verdade é que o meu cérebro está prestes a explodir: um paradoxo, considerando que me encontro num verdadeiro estado de hibernação? Não sei!
Ah, e um bom 2010!

Sábado, 19 de Dezembro de 2009

Diz que é o fim do primeiro semestre.

Ontem, por volta das 14h10, saí da faculdade depois da sessão de praxe com a sensação nada nova de que o tempo anda a multiplicar a velocidade com que passa pela sombra das pessoas. Acabou o primeiro semestre. Agora que ele chegou ao fim, começo a rever aquilo que passou por mim nos últimos 4 meses - uma cidade nova, praxe, saudades, colegas novos, desesperos novos, aulas diferentes e, sobretudo, muito mais folhas e o facto de me aperceber que os livros do secundário têm um décimo (e, no caso do Gray, um milésimo) do tamanho dos actuais.
Quando estava a ir para a faculdade de metro no primeiro dia, lembro-me de pensar: "Cheguei a Hogwarts.". Era incrível a quantidade de doutores que andavam pelas ruas. Lembro-me de chegar à faculdade e de andar à voltas com o Rui à procura do anfiteatro para a "sessão de esclarecimento sobre a gripe A" e para a "discussão de horários". Perdemo-nos logo com as instruções do segurança da entrada. "Eu não vos disse piso 4... Ou disse? Bem, é o 3!". E depois de algum esforço lá encontrámos o anfiteatro e, principalmente, a praxe. Ao longo do semestre foram muitos os episódios a gritar pelo amarelo e a ouvir perguntas sobre cores e daltonismo, mas também os de receio, desânimo, insegurança e sensação constante e irritante de falta de tempo.
Toda esta faceta tornou-se, no entanto, incrivelmente menos desesperante por ter alguém perto de mim que me consegue fazer olhar para as coisas de outra forma e orientar-me num labirinto em que, por vezes, nem consigo ver que chão tenho por baixo dos pés.
A verdade é que nós chegamos à faculdade com o hábito de termos tempo suficiente para fazer tudo (tanto para estudar como para não estudar) e ao vivermos esta experiência nova ficamos completamente desorientados com a quantidade de slides que se passam numa aula teórica, com os conceitos (e enzimas) de Bioquímica, com as siglas de Biocel, com as reuniões de Intromed e, é claro, com as páginas e páginas (e gincanas) de Anatomia.
Ao longo do semestre perdi a conta às vezes em que pensei "Em que é que eu me vim meter??", "Como é que é possível estudar isto?" ou "Porque é que o diafragma parece um polvo?!"; mas agora é hora de deixar estas perguntas de lado e iniciar, usando as palavras do meu padrinho, a minha primeira hibernação natalícia. Ah, e respirar fundo. Entretanto vou só ali parar o tempo e já venho!
E, especialmente a ti, padrinho, um obrigada do tamanho do Universo (o que já foi descoberto e o que ainda está por descobrir). E um :hug: para Farmaco se tornar mais risonho, pode ser?

Quarta-feira, 16 de Setembro de 2009

GRRR!

Só para dizer que anda um louva-a-deus aqui no meu quarto e que não consigo convencê-lo a saltar lá para fora.

Sábado, 12 de Setembro de 2009

FMUP


"Maria, entrei!"
"É MESMO FCUP!"
"Ah, recebi agora, Aveiro."
"NÃO ACREDITO, ENTREI NA COVILHÃ! QUE SARDA!"
E eu sem receber nada...
Com a janela aberta do Gmail, os braços cruzados e montes de coisinhas cor-de-laranja do Messenger a piscar, fixei o meu olhar ansioso na Inbox e, passados uns minutos, A notícia - "Candidatura Online 2009"... Aiii!
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É FMUP, É FMUP!

Terça-feira, 8 de Setembro de 2009

TGV

- Oh mãe, isto é o TGV?
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(Pergunta feita por uma criança de cerca de 6 anos ao passar junto ao funicular na Feira de S. Mateus)

Segunda-feira, 7 de Setembro de 2009

Strawberry Swing

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Um vídeo fantástico a acompanhar a maravilhosa Strawberry Swing dos Coldplay, que me fizeram ficar eufórica por serem uma das bandas mais votadas para o Rock in Rio 2010. Estou a fazer figas!

Terça-feira, 1 de Setembro de 2009

Back

Cheguei anteontem dos Algarves!
Os pontos altos foram muitos: desde as brincadeiras com o Zé e o gato Artur dos olhos azuis (ou Artolas, consoante os decibéis com que teimava miar na janela da cozinha), passando pelos Dias Medievais de Castro Marim e o comboio da Praia do Barril. E, é claro, as palavras que me acompanharam, as gargalhadas a jogar Party, Sonic ou Buzz e o novo papagaio colorido!
Aqui ficam alguns quadradinhos destas duas semanas:

Sábado, 15 de Agosto de 2009

Férias

Amanhã vou até Manta Rota para descansar a ouvir as melodias do mar.
Na mala vou levar o Barroco Tropical para acabar de ler, o Cátalogo de Sombras - também de José Eduardo Agualusa - e o Contos de Beedle, o Bardo (da eterna J. K. Rowling). Levo também a Playstation para desafiar a família com a máquina de feijões do Sonic, o Singstar e o Buzz, o mp3 com as músicas do coração e o meu Moleskine para as palavras que quiser guardar.
Até já!

Terça-feira, 11 de Agosto de 2009

Um arco-íris de bolso

Uma vez disse-me: "Sou meio aparentado aos arco-íris.". Agora eu penso nele e vejo um pequeno arco-íris. Um arco-íris de bolso.
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José Eduardo Agualusa, Barroco Tropical
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(Sou uma grande fã de José Eduardo Agualusa: pelos pormenores, pela doçura com que junta as palavras e pela genialidade com que lhes dá sentidos impensáveis.)

Sábado, 8 de Agosto de 2009

Alice e o Rapaz Ostra (e outras estórias)

Ansiosa por ver a nova maravilha de Tim Burton:



Agora é esperar até Março (sim, antes ainda passo pelo Algarve, ainda me vou estrear a viver noutra cidade, ainda há Natal, Inverno, passagem de ano e tudo e tudo)... Ahaha!
E por falar em Tim Burton, os meus tios e os meus primos ofereceram-me o livro A Morte Melancólica do Rapaz Ostra e Outras Estórias, da sua autoria. É um livro de poemas engraçados e tipicamente "Burton"! Lê-se muito rápido, não só por ser pequeno mas também devido à ansiedade de virar a página e continuar a descortinar os segredos curiosos das personagens... E como não poderia deixar de ser, as palavras vêm acompanhadas das ilustrações a que Tim Burton já nos habituou, principalmente com The Nightmare Before Christmas e Corpse Bride. Para descontrair, para rir e, sobretudo, para nos surpreendermos!


Aqui fica uma das estórias (uma outra estória):

A Rapariga com Muitos Olhos

Um dia no jardim

fiquei muito espantado:

encontrei uma miúda

com olhos por todo o lado.

Era de facto encantadora

(e também assustadora!);

e, porque tinha boca para falar,

pusemo-nos a conversar.

Falámos sobre flores

e das suas aulas de poesia,

e dos problemas que teria

se tivesse miopia.

É óptimo namorar

alguém que tanto nos olha,

mas se desata a chorar

apanhamos uma molha.

Tim Burton, A Morte Melancólica do Rapaz Ostra e Outras Estórias

Quinta-feira, 6 de Agosto de 2009

Deolinda

Há umas semanas fui assistir a um concerto dos Deolinda cá em Viseu. Não conhecia muito da banda - talvez só a Fon-fon-fon e a Fado Toninho, mas saí de lá com necessidade de voltar a ouvir tudo outra vez mal chegasse a casa!
O concerto foi fantástico, desde a voz de Ana Bacalhau até aos instrumentos usados e às estórias escondidas por trás de cada canção...
Fiquei com a certeza de que Portugal ganhou uma grande banda: original, versátil, melodiosa... Tanto têm músicas mais sérias e para reflexão como também músicas divertidas e sorridentes (e só apetece dançar!). Estão de parabéns, mesmo!
Ofereceram-me o álbum deles, o Canção ao Lado, no meu aniversário. E se antes andava a ouvir as músicas no site deles (http://deolinda.com.pt/), agora já me posso deliciar com o repertório completo! Ah, e é claro, para uma fã de ilustração como eu, devo dizer que João Fazenda está de parabéns pelo trabalho que fez para os Deolinda!
Nos últimos dias ecoam por aqui expressões bonitas como Andamos todos uma casa ao nosso lado, Eu não sei falar de Amor ou Agora não, que me dói a barriga! E que bem que fazem aqui dentro...
Aqui fica a maravilhosa Clandestino:

Terça-feira, 4 de Agosto de 2009

O balão da João

O balão da João é o novo cantinho da Maria João onde se vão arrumar sonhos e sorrisos vistos do seu Céu.
O Viagens de pijama vai continuar a albergar as minhas palavras, mas a partir de agora é aqui que vou registar os achados do dia-a-dia, algumas notas dos meus passos e outros pontinhos!
2009 está agora em Agosto e já me trouxe muitas novidades; os 18, esses, chegaram há quatro dias e agora avizinha-se uma outra notícia, a novidade-faculdade...
Foi por tudo isto que criei este novo espacinho, onde espero poder registar (e relembrar) outros espacinhos de tempo e de lugar que se vão desenhando aqui por dentro.